Escolho Fotos que me Inspirem

Fotógrafo - Pede AQUI para retirar a Foto do Artigo

Voltar ao BLOG
  • Francisco Capelo

A Escola da MeDiOcRiDaDe


( Andre Breton - um curioso "Mestre".. )



---



A um Professor desconhecido



Relativamente ao modo como o "sistema educativo" (e, convenhamos - a sociedade lato sensu) se refere à Genialidade muito há a descozer e a desdizer. Falemos em dois casos célebres sem mais delongas, para encerrar o assunto de uma vez por todas: Andre Breton e Einstein.



O pai do Surrealismo teórico (digamos assim para não ferir susceptibilidades literárias), referia-se ao artista visual Marcel Duchamp como:



“- O homem MAIS INTELIGENTE do século XX !!”..



Ora, e no entanto, dois artistas plásticos (dos maiores desse mesmo século XX) como foram Joan Miró e Salvador Dalí, e pertencendo (eles SIM!) a esse mesmíssimo movimento surrealista (que deveria ser) "uno e indivisível" e tal & coiso, as razões para se terem incompatibilizado com Breton permanecem no “segredo dos Deuses” da Arte até hoje - e da Literatura, talvez digo eu, que só aqui vim ver o jogo da bola e já me vou daqui embora sem tardar!


- Mas, não sejamos nem cruéis, nem crédulos mas bem credíveis e digamos tal como o nosso grande (tão grande quão esquecido em vida) - Fernando Pessoa:



"- Ele há razões que só a razão APARENTEMENTE DESCONHECE !!"…



---



Portanto, em relação ao conceito de "intaligência" vindo direitinho do mundo intelectual livresco – parece que estamos desconversados.



---



Vamos então agora analisar o caso bem bicudo de Albert Einstein – bicudo para o auto- intitulado sistema educativo, não para o próprio humano de tal nome!, sejamos claros como água (e também como E=MC2, já agora).



Falemos por conseguinte, e para começar estas não tão poucas hostilidades – na ideia sociologicamente tão truculenta de “Génio”. Convenhamos: nem Picasso, nem Einstein, nem muitos outros antes deles – gostavam de tal pomposo rótulo: fica bem em festas do social, mas fica mesmo muito mal entre humanos, que gostam de se pensar como sendo seres inteligentes, mas muitas vezes não chegam a tal e ficam eternamente altivos no éter, voando à volta de uma corriqueira lamparina, mas sem chegar a essa luminosa iluminação sem antes se queimar.



Porque eles bem sabiam que este rótulo afasta as pessoas do essencial – e apenas serve para negar a esses tais de “Génios” um rosto pleno de humanidade e do contacto de sensibilidade, comunicação e conhecimento, que deveria ser o elo comum entre TODOS nós.



- Mas, a partir do momento em que se dão logo à partida 3 níveis de compartimentação social:


1. A família

2. A turma

3. O partido político



, evidentemente que tudo fica distorcido ab initio – apenasmente porque o indivíduo se deixa aprisionar num pequeno grupo (e o grupo lhe impõe sem ele pestanejar a sua "psicologia social" muito própria, como a Sociologia já estudou e desmontou e criticou).



Analisemos então estes dois casos:


– na Arte, Picasso;


- e na Ciência, Einstein:


- o que têm estes "Génios" em comum?



Algo tremendamente simples: mantiveram uma alma e um ponto de vista - de criança!


Ou seja: quando os outros à sua volta acharam que crescer e ser adulto a sério era imitar os outros a essa mesma volta (na família imitar o pai; na escola imitar o melhor aluno e no partido mimetizar o líder conjuntural), Picasso foi simplesmente.. ele mesmo! e até declarou, já "adulto":



“- Quando criança fazia desenhos que me assustavam, de tão adultos que eram… mas precisei de uma vida inteira para pintar como uma criança” (e isso sim, acrescento eu - é ter autêntica sabedoria);



, já Einstein manteve também essa inocência, ao fazer perguntas aos professores que pareciam ridículas e ao questionar princípios da Física e Matemática que muitos à sua volta achariam tiradas de um manual- do- aluno- calão e bera: ele que se revelou, de looonge – o melhor de Todos os alunos e o melhor de TODOS os professores, mais à frente.


---



E, no entanto, se perguntarmos a “esse Professor desconhecido” Steinbeckiano qual é a melhor forma de ensinar e o desenvolvimento correcto da personalidade de um “aluno ideal” – vamos encontrar mais do mesmo: pensamentos ultrapassados dejá vu, num sistema educativo que tem TUDO de sistema repetitivo e banal e tudo de memorização tolinha e tudo também de adiamento ad eternum das reais vocações criativas (e não só) do estudante (via uma estrutura monolítica das matérias dadas e via o afastamento de cursos técnico- profissionais, sabe-se lá por alminha de quem) e onde encontrar o mínimo de racionalidade – é procurar uma agulha no palheiro de um Universo não tão infinito quanto isso (Einstein dixit – e dixit ele muitá bém!).


---



E este estado de coisas, encontramo-lo também aqui em tugaTown quando uma professora de Geometria Descritiva se recusa a ser intelectualmente SÉRIA e não assume que, tirando o raio da "Lei da Perspectiva" da frente dos olhos (seus e dos seus alunos) - as duas linhas que vemos serão eternas linhas paralelas, e NUNCA se vão, por isso mesmo, encontrar no longínquo "fim" da mesma linha.


Mas quando saber decorar é preferível a "Saber Pensar" - um Curso de Sociologia estará sempre sempre SEMPRE a mais.


- Haja santa paciência para tão pouca criatividade no "Ensino" que vamos tendo por aqui !!


9 visualizações0 comentário

Posts recentes

Ver tudo

O CIRCO

Voltar ao BLOG